Fui ver o filme que tanto se fala e que tanta gente fala como se tratasse da descoberta da cura para o cancro. Como sempre, entrei na sala do cinema sem a mínima expectativa e o que encontrei nesta película?
Ora bem... nada mais nada menos do que o típico enredo de filme de TVI à noite, metem-se umas botas à mistura, uma fotografia média, uma caracterização péssima, banda sonora de adormecer, muito tabaco com whiskey e a cereja no topo do bolo: os maricas.
Ainda pensei cá para mim: isto se calhar até é giro para os americanos porque mostra lá as terrinhas e gentes deles.
Hmm... e se isto fosse passado em Portugal? Será que ia achar alguma piada ao filme? Parece que já estou a ver! No meio do Alentejo, o amor proibido de Zé Compadre e Ti Jaquim enquanto descansam na sombra de um chaparro e vigiam as ovelhas. Mete-se um realizador qualquer conhecido, dois actores que aparecem na Caras et voilá!
Hmmm... Acho que não ia continuar a resultar...
Ora bem, pela minha teoria não é uma questão de geografia... O que me sobra então é a teoria da moda!
Pois é! Os gays estão na moda! Nunca se falou tanto em maricagem como nestes últimos tempos. Na tv só aparecem programas em que os gays decoram as casas, vestem as pessoas, fazem paradas, querem-se casar, tudo e mais alguma coisa! Ser gay é chique e é muitíssimo in!
Agora é a altura ideal para todos os que ainda se guardam dentro do armário de sairem cá para fora, enquanto estão na berra e toda a gente adora, porque nunca se sabe quando é que a moda passa e depois perdem o comboio.
Não tenho nada contra os gays, apenas não gosto da maneira como utilizam a homosexualidade para promoção de produtos como se estes fossem a descoberta da roda e que não o são.
Resumindo em todas as palavra: o filme tem tanto de hype como de medíocre. Mas como dizia o outro: "as opiniões são como as vagin** e quem quiser dá a sua".

"O que mais gostámos foi das cenas de sexo a seguir a comer todo aquele feijão!"